#Contos | Tempo de odre novo #3Ep

terça-feira, janeiro 22, 2019


Antonieta recebeu uma carona de sua amiga Lívia depois do culto e logo já havia chegado em casa. “- Olá Pai! Olá Mãe!”, ela saiu a anunciar a sua chegada. Quando estava a desabotoar aquela sandália apertada de couro sintético, próximo ao chão escutava passos pelo chão já anunciando... “- E a ai minha filha, muitos gatinhos?” Numa risada desconcertante seu pai quebrou aquele clima encurralador daquele assunto dizendo para deixar a filha em paz. Como não era do feitio de Antonieta deixar ninguém no vácuo, ela disse: “- Tinham mais jovens que na nossa igreja, mas por enquanto nada de especial”. Estarrecida, sua mãe já foi gritando: “-Como ainda nada de especial? Alguém à vista? Volta aqui e explica melhor, Antonieta!”. Antonieta saiu a caminhar rumo ao seu quarto. Por mais que admitisse que de alguma forma sentia que seu coração estava bloqueado por algo. Lá no início, como ela já havia pincelado, teria uma pequena coleção de más experiências. O amigo que começou a pedir dicas de conquista que ela pensou que lá no fundo eram pra ela, o que não era. Os rapazes dos retiros que se mostraram presentes naquele momento e nunca mais. Ou no trabalho que foi uma das perdas mais marcantes, porém necessárias. Seu colega se destacava em educação, carisma, companheirismo mas jamais como um seguidor de Cristo. Como poderia deixar alguém sem interesse nenhum pelo Senhor caminhasse com ela?. Às vezes batia o pavor em sua porta. Nem todas suas amigas com 24 anos haviam se casado, mas boa parte já tinha planos entre sexta ou sábado à noite com algum par. Todos os dias ela se via caminhar na ponte entre o que era desejo e o que era necessário. Sem esquecer as investidas de alguns que a buscavam por carência e não interesse de fato. Enfim já estava de pijama rapidamente. Ela se sentou na cama para dar uma checada nas redes sociais antes de dormir. Desde o dia que ela havia encontrado Thiago, ela o adicionara em sua rede social, então resolveu dar aquela stalkeada básica em seu perfil e também verificar se realmente era tão esplêndido, quanto ele havia comentado sobre os jovens aos sábados. Uma decoração legal, nos vídeos grande parte das músicas, “não todas” porém ela já conhecia. Logo ela chegou ao veredito; parecia um lugar bem bacana. Como era mais prático ela pensou: “Será que não seria melhor se eu pedisse o telefone dele? Não seria ousado?”. Naquela inquietação do que fazer ou não resolveu fazer devocional e conforme sentisse paz ao final iria encaminhar uma mensagem na rede pedindo seu número. A palavra que havia sido aberta foi Matheus 9:16-17; “Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte de veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem odres novos, e ambos se conservam”. Sentia nitidamente a necessidade de habilitar aqueles bloqueios para Deus. Todavia para que sua vida e seus relacionamentos se tornassem novos, seria necessário ter coragem para rasgar toda veste já falecida sem costurar, mais remendos de memória. Apenas era preciso admitir que era necessário pôr uma nova veste, onde o passado não a ocupasse mais, e nem a enrijecesse com temor e culpa do novo. Era tempo de odres novos, Deus já estava com vinho novo pronto com uma nova história á ela. Isso não queria dizer que os mais escondidos sonhos iriam se realizar para já... entretanto sabia que mais uma aventura estaria disponível se ela confiasse. No ímpeto de novas experiências , e não apenas por ilusórias circunstâncias mandou um oi a Thiago e disse que havia conferido a rede social do grupo de jovens que frequentava , achando bem bacana. Pediu seu telefone, pois achava mais prático por aquele contato ao trocar mensagens e combinar uma data para visitar. Enviou a mensagem e logo repousou depois daquele último contato. Pois nada mais restava a ela que entregar o odre do seu coração, àquele que jamais descartaria este sem carinho e misericórdia. Logo uma música veio ao seu coração:

“Firme, oh, Deus está o meu coração
Firme nas promessas do Senhor Eu continuo olhando para Ti E assim eu sei que posso prosseguir “. Desligou a internet, ligou o alarme e fechou os olhos. Já era hora de dormir. Porque para grandes aventuras a serem realizadas era necessários bons sonhos antes.





        Conto escrito por: Estefani De Melo Borba

      INSTAGRAM: @EstefaniBorba
“Firme, oh, Deus está o meu coração Firme nas promessas do Senhor Eu continuo olhando para Ti E assim eu sei que posso prosseguir “. Desligou a internet, ligou o alarme e fechou os olhos. Já era hora de dormir. Porque para grandes aventuras a serem realizadas era necessários bons sonhos antes.

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