#Contos | Nem todos têm a chance de acertar de primeira #Ep5

terça-feira, fevereiro 05, 2019

























Logo percebeu uma menina franzina com as mãos na cintura com uma risada que em ritmo também ocupou o espaço, depois de ser empurrada pelas amigas. Desconcertada ela sentou na cadeira livre, pois Thiago estava no intervalo de suas aulas de reforço. Logo ocorreu a introdução de ambos e consequentemente o pegar de ônibus junto, idas ao cinema e também o primeiro beijo. Thiago desde o início falou de sua em fé em cristo e seu compromisso com Ele, mas isso não inibiu ao seu par de continuar, pois ela não tinha uma fé específica. Com um estalar de dedos ambos estavam formados, e na vida de universitários e trabalho. Infelizmente por essa falta de apego ao evangelho, a forma que Thiago valorizava 1 Coríntios 13, nem era conhecida por ela. Logo o status “morno” havia sido colocado entre eles. Berenice não via empecilhos em ficar um pouco mais no trabalho ou sair com colegas da faculdade, qualquer extra era mais prioridade que “os dois”. Ele já sentia esse não clima mais, quando em um dia atípico ela veio trazer veredito de querer o término. Isso era uma sexta-feira do dia 11 de maio de 2014. Ele lembra bem, pois um dia depois no sábado no grupo de jovens e meio até arrasado, por conta da autocobrança, depois do término, lá estava ele em um culto normal... pensava ele. Numa ventania um tanto inesperada, pois essas sempre eram comuns em junho, de bater as portas, ressurgiu pela entrada uma garota toda escabelada, vestindo um blusão marfim e uma calça jeans. Aparência dela não era a coisa mais marcante, mas seu sorriso e simpatia ao saldar a recepção eram incomuns, ainda mais em um lugar que nem sempre eram tão afetuosos. Thiago sabia que era necessário ir com calma, pois convenhamos apenas um dia havia passado desde seu término.  E passaram se uma, três, quatro semanas e logo se faziam um mês que apenas encarava aquela moça de risada contagiante. Depois de tanto evitar, observou pessoas que já a conheciam, sondou que ela viera de outra batista; por conta de seu pai que havia sido transferido de Santa Maria para ali. Descobriu que a menina era solteira também, e dentro de quinze minutos já estava livre para aborda-la. “- Prazer Thiago, nova aqui? ”, logo foi dando a mão para o cumprimento; em educação ela disse.
 “-Sim, isso mesmo”. “- Iremos comer batatas agora, não te interessa também? ”. Ligeiramente ela disse: “- Claro seria um prazer”, ela acrescentou. Todos ficaram sentados numa gigantesca mesa, começaram a conversar como num coro comum, apresentaram-se como no primeiro dia de aula a Amélia, como se essa fosse a nova integrante da turma. Houve conversas de curiosidades sobre como era a cidade que ela veio, que gentilmente ela organizava as informações e curiosidades com alegria e carisma. Sutilmente Thiago observava-a com encanto. Com o desenrolar as conversas foram se ajeitando em trios e duplas até que a conversa se isolasse como Thiago desejava “entre eles”. Ele confessara de cara a ela, o quanto se cativou pelo seu jeito entusiasta em chegar na igreja, que se seguia por onde andava. Desconsertada ela apenas agradecia, por mais sem graça que ficava. Amélia logo que chegou na igreja já procurou algum lugar para atuar, pois achava importante utilizar os dons que havia. Ela se encantou por um ministério de apoio que mensalmente visitava um asilo. Thiago também participava desse ministério, pois desde que seus avós estavam debilitados por conta das doenças e também da idade, se mudaram para aquele asilo. Ele viu essa forma de estreitar laços e demonstrar o quão importantes o casal de velhinhos era por mais que tivessem se mudado. Em um dia incomum Thiago então pechou com uma moça que tinha o cabelo envolto em uma toca, era ela mesmo Amélia. Ambos riram e logo sentaram para pausa das atividades do local. “-Então você por aqui? ”, ele soltou e Amélia acenara com a cabeça em positivo. Sempre que visitavam lá, se organizavam para descansarem juntos. Até que um dia no balanço com dois lugares, Thiago expôs seus sentimentos a Amélia. Desde aquele dia firmaram um compromisso, porém desde o início Amélia expunha seu desejo e chamado por missões. Amélia guardava dinheiro para esse objetivo, iniciado no ensino médio; como também através de músicas e filmes de maneira autodidata aprendia idiomas para uma futura missão. No meio do namoro, dois anos depois de fazer um teste para uma vaga de missionária em um projeto da Jovens com Uma Missão (Jocum) ela recebeu um email que nele dizia: “Amélia, consta conosco sua inscrição em nosso projeto; se você ainda possui interesse entre em contato imediato conosco”. Ao ler em frente ao Thiago aquele email com euforia ela gritou e abraçou-o com felicidade. Thiago  desde aquele dia se mostrou meio introspectivo, pois sabia que aquele poderia ser o anúncio de um distanciamento que fosse físico e até emocional. Amélia havia estendido o convite a ele também da missão, mas ela sabia que aquele não era o seu desejo. A introspecção foi tomando conta do relacionamento dos dois e cada dia entre eles tinha menos cor. Ele orava muito a respeito até que um dia ele chegou e disse a Amélia: “-Amélia eu tenho te visto tão feliz por aí, e creio que Deus está cumprindo um desejo seu, porém eu não acho justo manter algo com você sabendo que você tem e terá muitas mais incumbências além de nós dois. Adorei o tempo ao seu lado, mas acredito que  deveríamos acabar antes de você ir”. Naquele mesmo instante Amélia estava cheia de sacolas plásticas que estava segurando na mão e colocando em sua mala para viagem, que estava na sala de estar. Como se uma arma tivesse disparado diretamente em seu peito, colocou a mão em seu coração e sentou-se ao sofá. Concordou com Thiago e disse que ainda naquela noite anterior havia pedido um sinal ao Senhor, e este era o sinal que instantaneamente havia recebido. Ela convidou Thiago a render graças ao tempo que tinham tido juntos em oração. Posterior ao encontro, ele pegou a chave colocou na ignição do carro e partiu à sua casa. Dias se passaram e Thiago novamente estava deprimido, jogado pela cama apenas ouvindo músicas tristes e dormindo ao longo dos dias. Numa batida suave Elizabeth adentrou ao quarto do filho, passando os dedos em seus cabelos.
“-Filho, que está havendo com você? ”. Num suspirar profundo ele disse:
 “- Apenas acho que existem alguns com mais sorte que outros no quesito amor”. Sua mãe ao encarar a dor do filho, com sabedoria disse: “-Bom meu filho, nem todos têm a chance de acertar de primeira. Mas que tal usar essa experiência pro bem? Tenho uma ideia. Já pensou em você ter uma conversa de homem pra homem com seu líder dos jovens? Seria uma oportunidade para você crescer e superar esse seu sentimento aí”. Thiago depois da conversa com sua mãe rolou mais alguns minutos pela cama, e decidiu mandar uma mensagem para seu líder contando sobre seu desânimo e como queria tirar melhor proveito desse momento. Logo ocorreu o primeiro e outros encontros que foram propostos. Uma das didáticas que seu líder aconselhou foi procurar versículos para ocupar sua mente e lhe trazer força. Ele veio com o mesmo discurso da sua mãe, sobre ainda não chegar o tempo certo para esse assunto em sua vida. Logo seu versículo favorito se tornou João 14:27, que significava não ter medo frente aos planos do Senhor, nada de perturbar seu coração. Esse versículo quase soava como um mantra para os momentos de dificuldade. Por isso quando leu aquele versículo em meio as anotações visualizadas no caderno de Antonieta, ficou realmente mexido. Agora, lembrando desse fato no ônibus, o susto que veio ao ligar os fatos, e também porque havia passado sua parada de ônibus. Partiu descer e correr.






        Conto escrito por: Estefani De Melo Borba

          INSTAGRAM: @EstefaniBorba
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9 comentários

  1. Estefani, que conto lindo! Eu espero que em um futuro próximo, a gente veja por aí mais trabalhos lindos como esse, todo sucesso do mundo pra ti e Vi, continue postando essas lindezas.

    Um beijo,
    espelho do Reino

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. amémmmmm terá linda ♥ seguimos compartilhando experiências ~Deus abençoe~

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  2. Conto muito interessante e, claro, como cristão, me faz refletir a lot hahaha Despertou meu interesse para os próximos contos da série hehe
    Essa questão das pessoas se separarem por conta de "um chamado" ou "por um impedimento da vida/rotina" e etc. é muito relativo e eu diria que muito raras vezes isso realmente se torna estorvo mesmo pro casal. Porque quando se quer, minha filha, sai da frente. A garota poderia realizar o sonho dela mais tarde, de um outro jeito, por exemplo.
    Beijos!!

    https://www.rapeizedinamica.biz

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    1. Buenas LINCOLN... concordo plenamente se fosse para ser... nada impediria. Problema está quando colocamos impedimentos. Fica a culpa pros próximos capítulos ☺ fico feliz pelo refletir " a lot" haha é a intenção tocar nem que seja de maneira pequena mas essencial abração ♥

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  3. que texto mais lindo! nao tem como nao se identificar com uma historia dessas

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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    1. que linda ♥ seguimos tentando identificar emoções e auxiliar conforme nossas próprias experiências

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  4. Muito bacana seu conto, você leva jeito para escrita.
    Estou com uma Pesquisa de Público no blog e convido você para participar.
    big beijos,
    Lulu
    www.luluonthesky.com

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